Voltar para fim de ida

Da história à estória em Tutameia

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Nesta aventura literária, Maria Lucia Guimarães de Faria se vale do mitológico deus Hermes, o eterno viajante, o “entremundos”, para nos conduzir pelos quarenta contos (ou “poemas”) que compõem uma das obras mais significativas da língua portuguesa: Tutameia: terceiras estórias, de Guimarães Rosa. A deliberação de causar estranhamento, por parte do autor, está presente não apenas na linguagem e na sintaxe, mas também na forma do livro, com seus quatro prefácios e dois índices, ordem  alfabética rompida, título estúrdio, símbolos de coruja e caranguejo ao final de algumas estórias, glossário cheio de palavras que não constam do livro e acentuadas erroneamente, fora outros “exotismos” e “novidades”.

Voltar para fim de ida se estrutura em duas partes: a primeira, “As parábases: o autor se põe em cena”, analisa os quatro prefácios de Tutameia, discutindo o modo rosiano de se “desesconder” do leitor, assumindo um diálogo semidireto para falar de sua arte; na segunda, “As estórias: a legenda da vida”, a autora investiga 21 dos 40 contos a fim de destrinchá-los nos seus profundos detalhes, convidando os leitores a se aventurarem de vez  na exploração de uma obra de  riqueza inesgotável.

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ISBN: 9786559054763
Sinopse

Nesta aventura literária, Maria Lucia Guimarães de Faria se vale do mitológico deus Hermes, o eterno viajante, o “entremundos”, para nos conduzir pelos quarenta contos (ou “poemas”) que compõem uma das obras mais significativas da língua portuguesa: Tutameia: terceiras estórias, de Guimarães Rosa. A deliberação de causar estranhamento, por parte do autor, está presente não apenas na linguagem e na sintaxe, mas também na forma do livro, com seus quatro prefácios e dois índices, ordem  alfabética rompida, título estúrdio, símbolos de coruja e caranguejo ao final de algumas estórias, glossário cheio de palavras que não constam do livro e acentuadas erroneamente, fora outros “exotismos” e “novidades”.

Voltar para fim de ida se estrutura em duas partes: a primeira, “As parábases: o autor se põe em cena”, analisa os quatro prefácios de Tutameia, discutindo o modo rosiano de se “desesconder” do leitor, assumindo um diálogo semidireto para falar de sua arte; na segunda, “As estórias: a legenda da vida”, a autora investiga 21 dos 40 contos a fim de destrinchá-los nos seus profundos detalhes, convidando os leitores a se aventurarem de vez  na exploração de uma obra de  riqueza inesgotável.