Os fragmentos de Livro das sonoridades conduzem o leitor a uma importante reflexão sobre música e tempo, na qual o futuro é pensado como uma força que irrompe no presente, ao contrário da ideia tradicional de um presente que se lança no futuro. Essa inversão na direção do tempo se aproxima da ideia da música experimental que o próprio autor compõe – uma música que se dá em sua escuta, que, em vez de se dar no campo do reconhecimento, se dá no campo da experimentação.
Em íntima sintonia com o tema da obra, a escrita de Silvio se permite experimentar cortes, volteios, saltos, convidando o leitor a vivenciar no próprio texto a liberdade e potência da música. O resultado é um livro em que a sonoridade ultrapassa os limites da teoria musical, invadindo o literário e o filosófico.
Esta segunda edição é complementada com uma nota do autor, reafirmando a obra como um livro de música para não músicos, ou de não música para músicos, aberto a todos que se interessam pelas múltiplas práticas estéticas no contexto contemporâneo.


O morse desse corpo
Além do visível
Ensino superior
Leitura e formação do leitor
Luz sobre o caos
Tramas epistêmicas e ambientais
Para pensar
Se oriente
Imagem, violência e memória
Rita
Inclusive, aliás
Dois campos em (des)enlaces
Transformações na linguagem musical contemporânea instrumental e vocal 

