Os fragmentos de Livro das sonoridades conduzem o leitor a uma importante reflexão sobre música e tempo, na qual o futuro é pensado como uma força que irrompe no presente, ao contrário da ideia tradicional de um presente que se lança no futuro. Essa inversão na direção do tempo se aproxima da ideia da música experimental que o próprio autor compõe – uma música que se dá em sua escuta, que, em vez de se dar no campo do reconhecimento, se dá no campo da experimentação.
Em íntima sintonia com o tema da obra, a escrita de Silvio se permite experimentar cortes, volteios, saltos, convidando o leitor a vivenciar no próprio texto a liberdade e potência da música. O resultado é um livro em que a sonoridade ultrapassa os limites da teoria musical, invadindo o literário e o filosófico.
Esta segunda edição é complementada com uma nota do autor, reafirmando a obra como um livro de música para não músicos, ou de não música para músicos, aberto a todos que se interessam pelas múltiplas práticas estéticas no contexto contemporâneo.


Teatro dos 4
Balaio
O mar que restou nos olhos
Cinco prefácios para cinco livros não escritos
Corvos contra a noite
Oceano
Como não agradar as mulheres
A gymnastica no tempo do Império
Da capo al fine
Machado de Assis
Linhagens performáticas na literatura brasileira contemporânea
Vida cotidiana e pensamento ecológico
O movimento queremista e a democratização de 1945
O fim do Brasil
Corpo em combate, cenas de uma vida
Nas frestas das fendas
A casa invisível
Vento, vigília
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Cadernos de alguma poesia
Durante
Partidos e alianças políticas na "Moscouzinho do Brasil"
O que faço é música 

