O que temos neste livro de Júlia Studart é a inteligência e a habilidade de uma poeta que escreve imagens com a mão desaprendida, a da linha fresca, e consegue colocar-se severamente à escuta do tempo nessa guerra de todos contra todos. Ou como sugere Nuno Ramos, no prefácio, uma escrita que fica entre “uma elisão constante” e “um grãozinho fatal”. Por isso, nessa guerra, este livro é como um telegrama de amor, contingente e incerto. Os poemas percorrem as páginas, entre as epígrafes e um cólofon encantado, compondo um desenho diante de um tempo lacerado em que apenas se pode ouvir. É o risco político de cumprir com o poema a composição de outra história, a que nunca houve, a que não há, a que se ouve – a do mal-entendido, como conceito e experiência.


Poesia pode ser que seja fazer outro mundo
Poemas para morder a parede
Discurso e…
Sublunar
Numa nada dada situação
Mãos
Beco da vida
Camilo Castelo Branco e Machado de Assis em diálogo
Espaço, corpo e tempo
Quando estava indo embora
Da capo al fine
O assassinato da rosa
Inclusive, aliás
O mar que restou nos olhos
Culturas e imaginários
Jogo de linguagem e a ética ferencziana
Alguém que dorme na plateia vazia ![Logomaquia [2a edição]](https://7letras.com.br/wp-content/uploads/2022/06/logomaquia-2ed-julia-studart-poesia-7letras.png)

