Com talento e ousadia, Lucas Lazzaretti constrói um romance em que vida e literatura se misturam, em torno de presenças e ausências, fatos e narrativas que nos levam pelos muitos lugares da escrita. Nas palavras de Paulo Scott, “nem todas autoras e autores contemporâneos de talento, sejam de que país forem, assumem o risco de escrever um romance único, arquitetar uma estrutura única desenvolvida em uma linguagem geral única, porque, neste século da pressa, da velocidade, poucas são, em tese, as leituras que se conformam diante de obras literariamente instigantes. Lucas Lazzaretti consegue esse feito. A partir de uma premissa simples, bastante explorada, até, constrói uma narrativa onírica, que vai ao centro da ligação entre existência e não existência – um encadeamento de lentes e espelhos executado com maestria –, às aspirações humanas e suas expressões mais brutais. Quem acompanha a produção latino-americana de perto sabe que as obras de nossos vizinhos têm uma ousadia que é muito pouco presente, e explorada, na produção brasileira contemporânea. Este maravilhoso romance diminui essa distância e, sem a menor dúvida, faz de seu autor uma das vozes mais notáveis, hoje, agora, no Brasil e também na América Latina.”
Resenhas


Espaço, corpo e tempo
Numa nada dada situação
Poemas para morder a parede
Tradução e psicanálise
Sobre a fábula e o desvio
Elisa Martins da Silveira: “arte naïf” posta em questão
Cao Guimarães
Raízes partidas
A mil beijos de profundidade
O menor amor do mundo
Era preciso um caminho 

