Ardendo como lenha, dormindo esquecida no espelho qual bela adormecida, atirada como ossos aos cães – a palavra ecoa fortemente neste novo livro de Maurício de Macedo. É dela, sob as mais diversas facetas, vestida em metáforas – ou da luta entre a sua urgência e a força do silêncio – que se alimenta sua poesia.
Lançando um olhar agudo sobre o mundo, o poeta captura sinais tão sutis como os sussurros que se esgueiram como segredos, como a indiferente e avassaladora claridade, ou os pássaros que não pousam na janela, que cantam uma canção que se colhe mas não se ouve. Com Ossos da palavra, Maurício de Macedo seduz novamente o leitor com sua veia poética singular – que conjuga, com habilidade, lirismo, sensibilidade e precisão na arte da escrita.


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A desordem das inscrições
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A estrela invisível
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Combatentes da paz
A ordem interior do mundo
Estou viva
Tradução, arquivos, políticas
A herdeira [Washington Square]
"Pervivências" do arcaico
Memórias da liberdade
Pedaço de mim
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