Com papéis de parede, inclui-se novamente André Dick na comunidade dos poetas congregados pelo ato de dizer, comunidade simbólica em que o Ocidente e Oriente, Próximo e Distante gravam, na página, a suavidade da palavra que sendo traço, sinal ou marca), confessa, silenciosamente, a decifração do mundo. Distinguiu-se, no entanto, André desta constelação (imagem que lhe é tão cara), pelo trato com as formas de linguagem. Nos bastidores de sua criação poética, tece e retese os fios de leituras outras por ele homenageadas de modo singular: conclama-as nos pontos de origem, de usa escritura, na matriz do poema que reescreverá, transfigurando nomes, lugares, momentos, espaços, nações. Localizar a paisagem e torná-la geografia da alma que surpreende o leitor pela experiência do impalpável, do invisível e do inaudível, eis o gesto maior da poesia de André Dick.


O baixo contínuo no Brasil 1751-1851
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Pelos poros
Grito em praça vazia
Nas frestas das fendas
Cinzas do século XX
Histórias do bom Deus
Estrada do Excelsior
Um francês nos trópicos
Filosofia da Stoa
Fausto tropical
Antologia poética 

