Proletários escravos

Universos e paisagens do Rio de Janeiro oitocentista

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Proletários escravos

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O olhar da história social do trabalho ganha destaque nesta coletânea, instigante e inovadora, sobre o Rio de Janeiro oitocentista. Constatamos, mesmo assim, que o alcance do volume vai muito além das novas informações que se juntam sobre a cidade. De forma categórica, as pesquisas aqui reunidas revelam a variedade, complexidade e complementaridade dos mundos de trabalho que sustentaram o Rio ao longo do período – chamando atenção a dinâmicas históricas difíceis de achar, nesta escala, em outros contextos caribenhos e norte-americanos. Portanto, é necessário reconhecer a importância que é, e continuará sendo, os estudos do Rio de Janeiro para o avanço de discussões teóricas e comparativas do campo.

Abordando uma multiplicidade de temas – imigração, cidadania, gênero, trabalho assalariado, escravidão e liberdade, espaços públicos – os estudos tratam as contingências que marcaram as vidas dos trabalhadores e trabalhadoras que deram sentido ao
cotidiano carioca. No seu empenho de analisar os horizontes desta ampla gama da sociedade, o livro desmonta por completo esquemas interpretativos que visam a caracterizar o século dezenove em termos simplistas e lineares; que enfatizam uma progressiva “transição” do trabalho escravo ao livre como indício da modernização.

[…]

Mediante, então, uma leitura panorâmica dos textos, conferimos a importância das experiências do trabalho na criação de processos culturais; por exemplo, na articulação de identidades coletivas: étnicas, de gênero, de bairro. Notamos, além do mais, como um enfoque na história social do trabalho nos leva a repensar a periodização do “oitocentos”, habitualmente entendido como o tempo do “império”. Nestas páginas nos aproximamos de eventos pouco reconhecidos como evocativos da época, como a aprovação da petição das quitandeiras pela câmara da cidade do Rio em 1776 ou como as dinâmicas do trabalho que ligavam os portugueses e afrodescendentes às redes de capoeira no início do século vinte. Principalmente, os capítulos estabelecem como os costumes, debates e mudanças nos mundos do trabalho foram constitutivos às articulações e rearticulações da história urbana.

Celso Thomas Castilho

 

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