É nas curvas e desvios da estrada que nasce a poesia andante de Luis Turiba. Entre Pernambuco, Brasília, Rio de Janeiro e tantas outras paisagens, o poeta transforma a multiplicidade de sons, amplifica a diversidade de vozes e incorpora na escrita a palheta de cores e sabores do nosso país. Na sua poética do trânsito, da confluência da divergência – como tão bem define Sylvia Cyntrão, Turiba desliza por estéticas e movimentos como o tropicalismo, o pós-concretismo, o barroco, o lírico, o simbolista, o marginal – fundindo, tal alquimista, estilos e formas em versos cheios de ritmo, originalidade e humor.
A poesia búlgara, a farofa e o dendê, as canções dos Beatles, a risada da pomba gira. A graça retilínea das girafas, a garota do parque; as bolas de gude, a sublime arritmia do amor – tudo é inspiração para estes Qtais. Escapando a rótulos e definições fáceis, a poesia de Turiba vibra na pluralidade, no carnaval de influências, tendências, experiências e expressões. Incorpora gírias e traços linguísticos, ecoa ritmos e gingas, exalta a amálgama de línguas e heranças – a afro, a lusa, a tupi. Nesse festim antropofágico, Zumbi, Pelé, Xuxa e Amarildo; Caetano, Machado e Saramago são serivdos com a mesma irreverência – o resultado é uma poética única, que faz ressoar a musicalidade e oralidade múltipla que caracterizam o Brasil.


Interculturalizar, descolonizar, democratizar
Balaio
Antologia poética
Fausto tropical
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
O fim do Brasil
Pessoas em movimento
Didática
Crítica de poesia
Quando estava indo embora
Vento, vigília
Caminhos para conhecer Dona Flor no cinquentenário da narrativa de Jorge Amado
Poesia reunida
A queda
Trabalhos jurídicos
Durante
Inclusive, aliás
História de vocês
Para pensar
A gaia ciência de James Joyce
Pulvis
Era preciso um caminho
Cárcere privado
Nas frestas das fendas
A casa invisível
Poemas para morder a parede 

