Quando a humanidade tem seu futuro ameaçado pela escassez de recursos, medidas drásticas precisam ser tomadas a fim de estabilizar o consumo e evitar catástrofes globais. Ao valer-se de avançada tecnologia de viagem temporal, assim fez a Corporação Malthus, ao engendrar pandemias através da história para o controle populacional em busca de assegurar sua condição de vendedor único para consumidores que têm a sorte de habitar zonas privilegiadas do planeta. Entretanto, no ano de 2020, uma pandemia de SARS-CoV2 se alastra de forma descontrolada, instaurada por um operador da própria Malthus – um sabotador apelidado de Otelo –, cabendo à Corporação resolver um imbróglio por ela mesma criada.
Partindo de um assunto mais atual do que nunca, Rumo à Estação Strovolos traz à tona reflexões acerca do cenário global contemporâneo numa ficção-científica singular. Ao longo das páginas somos instigados a acompanhar o protagonista em sua jornada para entender os motivos por trás da disseminação da caótica pandemia ao mesmo tempo que nos perguntamos sobre sua natureza à luz da lógica de acumulação do sistema capitalista.
Ambientada na ilha de Chipre, a narrativa envolvente é capaz de entrelaçar o real e o irreal a ponto de nos confundirmos sobre a veracidade de cada um, ao modelo que toda boa literatura fantástica deve ter.


Corpo em combate, cenas de uma vida
De todas as únicas maneiras
"Babilônia 2000" visto por
Rita
Agesilaus Santander
A invenção do amor 

