Sonho e História é um ensaio que reúne teoria da história, filosofia e literatura em uma abordagem voltada à relação entre o sonho e o tempo. A escrita oscila entre vivências singulares e coletivas e explora o enlace entre lembrança, desejo e imaginação, realizado pela experiência onírica.
A primeira parte sugere que a atenção ao sonho abre a possibilidade de cuidado com a realidade histórica. Ao convocar poeticamente à vida, ele torna possível sua reinvenção e assume, por isso, a acepção de uma energia antiniilista que lança quem sonha à chance de encontrar, na vigília, algum valor, risco e prazer, sem os quais nenhuma história seria possível ou sequer imaginada.
A segunda parte, Trator em Chamas, transforma a presença onírica do pai da autora em uma reflexão sobre o mundo do trabalho e a devastação provocada pela mineração em Minas Gerais: um território ferido, onde montanhas, homens e mulheres se confundem na dor e na necessidade de redenção.


Anthony Julius Naro e a linguística no Brasil 
