A qualquer momento pode estourar, parece. Começo de baixo, vegetação, e devagar subo, os dedos caminham pelas laterais, arrepios. Sobem e descem, giram em torno do pequeno vão central. Chego ao cume, encosto o ouvido, assustado subo, e volto com a mão. Caminho inverso, circular. Esticada, suspira e sorri, a dona da montanha passa a mão pelo meu rosto e diz e sua, e chora. Soluça e gargalha, vibra. Essa hora para sempre. Depois beijo a pele e fico ouvindo por trinta minutos, cafuné gostoso, cortina fechada, sono.


Nenhum nome onde morar
Cadernos de alguma poesia
Pedaço de mim
Era preciso um caminho
Visões da Independência no pensamento político brasileiro
Rita
Interculturalizar, descolonizar, democratizar
Murmúrios 

