A qualquer momento pode estourar, parece. Começo de baixo, vegetação, e devagar subo, os dedos caminham pelas laterais, arrepios. Sobem e descem, giram em torno do pequeno vão central. Chego ao cume, encosto o ouvido, assustado subo, e volto com a mão. Caminho inverso, circular. Esticada, suspira e sorri, a dona da montanha passa a mão pelo meu rosto e diz e sua, e chora. Soluça e gargalha, vibra. Essa hora para sempre. Depois beijo a pele e fico ouvindo por trinta minutos, cafuné gostoso, cortina fechada, sono.


"Boca de lixo" visto por
História, memória, instituições
Arroz e feijão, discos e livros
Até segunda ordem não me risque nada
A gymnastica no tempo do Império
O mar que restou nos olhos
Governo Vargas: um projeto de nação
Shazam! 

