Traduzindo Novarina – Cena, pintura e pensamento é o resultado de um longo trabalho desenvolvido por Angela Leite Lopes há mais de 15 anos. O livro traça a trajetória do artista desde sua estreia no teatro em 1974 até os dias de hoje, procurando situar para o leitor brasileiro os aspectos variados da sua produção. Mas é a partir do trabalho de tradução de seus textos para o português, do acompanhamento de espetáculos e da leitura de seus ensaios, que Angela Leite Lopes vai conduzindo, ao longo dos capítulos, uma análise da relação entre obra de arte e pensamento. Um pensamento que passa pelo corpo, pela experiência da fala, pela conjugação dos diversos campos do saber. Segundo a autora, “traduzir é pensar”. Assim, o exercício de reflexão da obra de arte, que é o fio condutor dos propósitos desenvolvidos em Traduzindo Novarina – Cena, pintura e pensamento, não se baseia exclusivamente em interpretações e não dissocia conceito de experiência concreta, ideia de matéria. E Angela prossegue: “Este livro trata, no fundo, da prática da teoria: algo que permite que se fuja da indústria da explicação, para usar uma expressão cara a Novarina, e se critique a saturação dos conceitos, e sua consequente banalização, que impera hoje nos estudos sobre arte, e que me parece importantíssimo reivindicar. O que se espera, assim, é conseguir propor ao leitor uma experiência que privilegia o campo das artes cênicas na conjugação com as artes plásticas, chamando a atenção para o fundamento de visualidade que subjaz às duas. E mostrando que a palavra, em sua dinâmica original de pensamento, é sempre cena inaugural.” O livro tem apresentação de Luiz Camillo Osorio, prefácio de Flora Süssekind e posfácio de Beti Rabetti.


Teatro dos 4
Balaio
O mar que restou nos olhos
Cinco prefácios para cinco livros não escritos
Corvos contra a noite
Oceano
Como não agradar as mulheres
A gymnastica no tempo do Império
Da capo al fine
Machado de Assis
Linhagens performáticas na literatura brasileira contemporânea
Vida cotidiana e pensamento ecológico
O movimento queremista e a democratização de 1945
O fim do Brasil
Corpo em combate, cenas de uma vida
Nas frestas das fendas
A casa invisível
Vento, vigília
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Cadernos de alguma poesia
Durante
Numa nada dada situação
Culturas e imaginários 
