O estranho que a teoria literária concebeu está atrelado ao fantástico e ao maravilhoso: a diferenciação que se faz entre os três gêneros baseia-se na associação que se faz entre eles. O gênero estranho acabou não se distinguindo previamente à sua comparação com o fantástico e deu-se, então, pouca atenção ao que poderia de fato caracterizá-lo. E por esse mesmo motivo, a literatura referida como estranha por Todorov e seus sucessores está limitada a uma única vertente. Da maneira como o gênero estranho é tratado pela maior parte da crítica literária, colateralmente, parece até que não tem identidade própria – o que é irônico, já que a poética do estranho é um problema de identidade e gera um leitor desconfiado de si mesmo. Compreendido desta forma, o gênero passaria a abarcar muito mais obras e autores do que atualmente, vários dos quais não encontram gênero e poderiam ser acolhidos pelo Estranho.


Crítica de poesia
Max Martins em colóquio
Ave, Rosa!
No limite da palavra
Espaço, corpo e tempo
Caminhos para conhecer Dona Flor no cinquentenário da narrativa de Jorge Amado
A máquina de escrita (de) Chico Buarque 

