Em seu novo livro, Vera Casa Nova elege suas afinidades eletivas para estabelecer um diálogo poético com diversos autores cujas obras reverberam a cada nova leitura. Paul Celan, Herberto Helder, Hölderlin, Mia Couto, Carlos Drummond de Andrade, Wislawa Szymborska, Marina Tsvetáieva, Sylvia Plath – cada seção do livro é uma espécie de conversa com um autor. “Cada uma com o sentido / ordenado pelo poeta — / por isso escrevo o que leio. / Leio porque escrevo.” Com esse jogo de espelhos, Vera amplia e aprofunda os canais de leitura e abre novos caminhos para a escrita: ao mesmo tempo de si e do outro, tornando universal justamente aquilo que é particular e íntimo – e vice-versa –, receita infalível de toda boa literatura.


Contos estranhos
No domínio de Suã
Esquina da minha rua
Quase música
O tempo amansa / a gente
Territórios socioambientais em construção na Amazônia brasileira
Numa nada dada situação
A ordem interior do mundo
Estou viva
O morse desse corpo
O vento gira em torno de si
Placenta: estudos
Carona é uma coisa muito íntima
Reversor
Cara de cavalo
Nenhum nome onde morar 

