A poeta e artista plástica Beatriz Luz apresenta poemas-fragmentos delicados, que vão além das fronteiras da linguagem, numa escrita breve e concisa. Pontuada por referências culturais e leituras eruditas, esta poesia minimalista prima pela transcendência do cotidiano – apostando na força das interrogações, seus versos ousam se religar à natureza pensante e expansiva da vida.


Ninguém bebe minério
Quando formos doces
A aventura urbana
Estrada do Excelsior
Pedaço de mim
Pulvis
Nas frestas das fendas
Numa nada dada situação
A casa invisível
O mar que restou nos olhos
O morse desse corpo
Da capo al fine 
