Nos versos de seu quarto livro, Pollyanna Furtado escreve “as inquietudes e incompletudes de um eu lírico questionador de sua posição de estar-no-mundo”, como descreve Tenório Telles. Esses conflitos são força motriz para a expressão de sua poesia e desaguam na amplidão de sua identidade, como vemos em seus versos ao mesmo tempo vulneráveis e destemidos.


Pedaço de mim
O desejo de esquecer
As artes do entusiasmo
Estrada do Excelsior
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Cara de cavalo
A ordem interior do mundo
Mulheres de moto pelo mundo
Nenhum nome onde morar
Grito em praça vazia
O menor amor do mundo
Além do visível
Corvos contra a noite 
