É o incerto da fera que somos, esse filho divino da criação. Daí que nos agarramos à razão, essa mulher imprópria e títere, para que em nossas bacias não corra nunca o sangue dos lobos e das corujas. Enquanto isso, esposas dedicadas acolhem seus maridos que voltam de suas feras, onde precisam se alimentar para continuar reagindo e presenciar a vida. E maridos zelosos acolhem suas mulheres que voltam lobas, às vezes feridas, de suas incursões em suas veredas de descobrimento, de sangue, de pele, de memória.
Todos voltam à fera que são – no recolhido da noite -, para afiar os dentes, aprender a rir, amar, para aprender a deixar-se no colo de outrem sem medo, como as feras mesmas o fazem, quando lhes acariciam o focinho sem medo.


Rita
No domínio de Suã
Pulvis
Era preciso um caminho
Nas frestas das fendas
Numa nada dada situação
A invenção do amor
A construção social do "ex-bandido"
Espaço, corpo e tempo
Tradução e psicanálise
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Cadernos de alguma poesia
Danação
Som + imagem
O assassinato da rosa
A casa invisível
Trabalhos jurídicos 

