Em cada página destes Estudos do corpo pulsa a paixão pela forma e pela música. Alexandre Coutinho compõe uma poesia melódica e sincopada, entrelaça palavras, emoções e ideias em versos que encantam pelo desequilíbrio harmônico de suas linhas. Cada poema é uma jam session que seduz o leitor com seu ritmo e sinuosidade.
Em uma escrita feita de imagem, som e movimento, a emoção é a base para a descoberta de novas texturas poéticas. Jogando com diferentes tonalidades, tempos e respirações, Alexandre Coutinho rabisca, desliza e dança pelo papel, criando uma melodia poética aberta ao improviso – abraçando o silêncio e preenchendo-o com uma voz singular.


O baixo contínuo no Brasil 1751-1851
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Pelos poros
Grito em praça vazia
Nas frestas das fendas
Cinzas do século XX
Histórias do bom Deus
Estrada do Excelsior
Um francês nos trópicos
Pedaço de mim
Cárcere privado
O assassinato da rosa
Numa nada dada situação 

