Inventor de palavras e frases, artesão do verso, criador de uma gramática poética muito própria – que nos traz uma compreensão singular da linguagem, do homem e da natureza –, Manoel de Barros é um dos escritores mais importantes da nossa literatura. Este livro investiga e examina sua obra sob um ângulo novo, buscando as implicações filosóficas que seus poemas e entrevistas suscitam. Partindo de uma perspectiva deleuziana, o autor gera o conceito de deslimite à luz da ideia do devir – que se apresenta, na obra de Manoel de Barros, como o elemento genético que confere à matéria de sua poesia um caráter de processo: processo de perda dos limites do humano, de perda dos limites da linguagem representativa, de perda dos limites utilitaristas que as ações interessadas sobre as coisas transformam em hábito. Nesse território onde se embaralham as fronteiras do poético e do filosófico, onde o Pensar e o Sentir perdem seus respectivos limites, o deslimite é o processo que faz do inacabamento o estado sempre renovado que não deixa com que as coisas acabem, sendo então reinventadas pelo processo criativo – tanto na poesia como na vida.
Manoel de Barros
a poética do deslimite
R$68,00 R$64,60 no PIX
Fora de estoque


Como era fabuloso o meu francês!
1922
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Poesia reunida
O assassinato da rosa
A clínica contemporânea e o abismo do sentido
O desconsolo da filosofia
A praça do mercado
Dos artefatos e das margens
Poesia canadense contemporânea e multiculturalismo
Pulvis
Numa nada dada situação
O mar que restou nos olhos
Contos estranhos
Figurino funk
O fim do Brasil
Cárcere privado
Linhagens performáticas na literatura brasileira contemporânea
Do poema nasce o poeta
Tartamudo
Da Colônia à República
Cara de cavalo
Estrada do Excelsior
Política, governo e participação popular
Fraquezas humanas
Grito em praça vazia
Da capo al fine
Inclusive, aliás 

