Em seus livros mais recentes, Adir ben Kauss vem refinando cada vez mais a arte do miniconto: histórias curtas, na maioria das vezes com apenas dois ou três parágrafos, que ao mesmo tempo em que revelam situações e vivências comuns a todos nós – sonhos, angústias, esperanças, encontros e desencontros, alegrias, amores, amizades, traições, desalentos –, deixam também espaço para a imaginação do leitor levá-lo ainda mais longe. Como se cada história pudesse dar margem a um romance inteiro, sintetizado em poucas linhas para caber no tempo apressado em que vivemos, cada vez mais curto.
Da mesma forma, o conjunto dos contos também quase se transforma num verdadeiro mosaico da vida como ela é, constituindo uma espécie de novela do mundo real – com seus núcleos de personagens e cenários se entremeando enquanto se misturam às vivências dos leitores: a diarista, a garota de programa, as irmãs gêmeas, o motorista de ônibus, a dançarina… Com essa galeria de tipos que resumem a essência da alma humana, o autor retrata com talento e concisão, numa escrita precisa e certeira, os relacionamentos e as paixões que movem o mundo.


Contos estranhos
No domínio de Suã
Esquina da minha rua
Quase música
O tempo amansa / a gente
Territórios socioambientais em construção na Amazônia brasileira
Numa nada dada situação
A ordem interior do mundo
Estou viva
O morse desse corpo
O vento gira em torno de si
Placenta: estudos
Carona é uma coisa muito íntima
Reversor
Cara de cavalo
Sonatas: memórias do Marquês de Bradomín
Eu, Jeremias
Rita
O mais sutil é a queda
Murmúrios
Cárcere privado
Mulheres de moto pelo mundo 

