O olho, o voo, a paisagem, o cenário, a viagem. O mapa do náufrago no fundo da garrafa. O rodopio da bailarina (que volta, movente, numa alucinação terminal). A gaivota impossível, presa no concreto, desafiando a gravidade. A esquina do pensamento. Calicute, Sidarta, Pamukkale, quantas vidas cabem nestas páginas? Parece que só mesmo a escrita, a palavra, aquilo que transborda e transcende na arte sutil da poesia, onde cabem tantos lugares, tantos mundos, tantos universos, para dar conta da urgência da vida, do que fica ou do que se esvai no rio sem fim do tempo, enquanto o percorremos – nunca os mesmos, nunca o mesmo rio, no eterno movimento que às vezes encontramos naquilo que apenas uma antena de poeta é capaz de captar, e traduzir, nos versos de um livro. Como este que Gabriela Lírio nos apresenta de repente, de surpresa, para ser lido com o gosto, o encanto e o espanto de uma doce descoberta. Assim: movente.


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Cidade sportiva (2)
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Ficção e travessias
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O tempo amansa / a gente
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Antologia poética
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Da capo al fine
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