O Homem dos Patos é um romance singular que, na fronteira com a poesia e o teatro, mostra a força crítica de uma expressão calcada na ousadia e na insubmissão formal. Conciliando uma precisão quase geométrica na composição das páginas e uma liberdade radical na escrita, o livro está estruturado em três planos simultâneos que, trançados numa perspectiva lúdica, capturam o leitor pelo ritmo pujante. Extrapolando, porém, qualquer tentativa de delimitação temática, o romance é antes de tudo uma celebração da linguagem e da invenção sem amarras, uma caudalosa proliferação de vozes que – numa mescla rara de concisão e profundidade – perpassa tópicos como o apego e o desapego, a memória e o esquecimento, a atenção e a presença, a ação do tempo e a provisoriedade das identidades.


O tempo amansa / a gente
Mudanças e desafios sociológicos
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Poesia pode ser que seja fazer outro mundo
Cena, dramaturgia e arquitetura
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Espaço, corpo e tempo
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Nas frestas das fendas
O médico e o barqueiro e outros contos
Rita
A tradição viva em cena
Uma escola de luta
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