O Homem dos Patos é um romance singular que, na fronteira com a poesia e o teatro, mostra a força crítica de uma expressão calcada na ousadia e na insubmissão formal. Conciliando uma precisão quase geométrica na composição das páginas e uma liberdade radical na escrita, o livro está estruturado em três planos simultâneos que, trançados numa perspectiva lúdica, capturam o leitor pelo ritmo pujante. Extrapolando, porém, qualquer tentativa de delimitação temática, o romance é antes de tudo uma celebração da linguagem e da invenção sem amarras, uma caudalosa proliferação de vozes que – numa mescla rara de concisão e profundidade – perpassa tópicos como o apego e o desapego, a memória e o esquecimento, a atenção e a presença, a ação do tempo e a provisoriedade das identidades.


Nietzsche e as ciências
Estrada do Excelsior
O aprendiz do desejo
Raízes partidas
Grito em praça vazia
Era preciso um caminho
A bordo do Clementina e depois
Nenhum nome onde morar
O chamado da vida
O menor amor do mundo
O mar que restou nos olhos
Cadernos de alguma poesia
O desejo de esquecer
Algum Lugar
A casa invisível
O morse desse corpo
A memória é uma boneca russa 

