O Homem dos Patos é um romance singular que, na fronteira com a poesia e o teatro, mostra a força crítica de uma expressão calcada na ousadia e na insubmissão formal. Conciliando uma precisão quase geométrica na composição das páginas e uma liberdade radical na escrita, o livro está estruturado em três planos simultâneos que, trançados numa perspectiva lúdica, capturam o leitor pelo ritmo pujante. Extrapolando, porém, qualquer tentativa de delimitação temática, o romance é antes de tudo uma celebração da linguagem e da invenção sem amarras, uma caudalosa proliferação de vozes que – numa mescla rara de concisão e profundidade – perpassa tópicos como o apego e o desapego, a memória e o esquecimento, a atenção e a presença, a ação do tempo e a provisoriedade das identidades.


Além do visível
Caminhos para conhecer Dona Flor no cinquentenário da narrativa de Jorge Amado
O som dos anéis de Saturno
Desenvolvimento, trabalho e cidadania
Esporte e lazer na África
Judaísmo e cultura
A paixão mortal de Paulo
Arte, ciências e filosofia no renascimento
A praça do mercado
Eu, Jeremias 

