Em O livro da carne, Whisner Fraga leva a poesia ao seu limite expressivo, a um território remoto e revelador da realidade. Cada um dos versos revisita as incontáveis infâncias vividas pelo poeta em Minas Gerais, num diálogo com as visões, fatos e sonhos do passado. Em cada uma destas páginas, o leitor encontrará receitas em verso para afazeres nada corriqueiros – como dividir o vento, compreender samambaias, assoprar machucados, afugentar salamandras. Flexíveis, as palavras constroem um poema -fluxograma para compilar borboletas. Um roteiro para alcançar a infinitude, outro para prolongar a infância. Com um olhar lírico, o poeta se aproxima de um tempo fora do alcance, antes do verbo, e muito além do eu narrativo e poético. Precisão e maturidade técnica marcam estes poemas, que tecem metáforas sobre o mundo e refundam o real no imaginário.


O Cid (1636-1637)
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Caminhos para conhecer Dona Flor no cinquentenário da narrativa de Jorge Amado
Maratona de Nova York
As copas do mundo no Brasil
A arte do teatro
Estou viva
Espiral: contos e vertigens
Ave, Rosa!
A clínica contemporânea e o abismo do sentido
Realismo, realismos
Histórias do bom Deus
Gatário
O tempo amansa / a gente
Saúde mental e memória
Política, governo e participação popular
Mulheres de moto pelo mundo
A cidade como um texto
Cara de cavalo
Crítica de poesia
Camilo Castelo Branco e Machado de Assis em diálogo
Tradução e psicanálise
O fim do Brasil 
