Tens que começar numa palavra. Numa palavra qualquer se conta. Mas, no ponto-voraz, surgem fugazes as imagens. Também lhes chamo figuras. Não ligues excessivamente ao sentido. A maior parte das vezes, é impostura da língua.
Vou, finalmente, soletrar-te as imagens deste texto, antes que meus olhos se fatiguem. O milionésimo sentido da voz, “tiro o lápis da mão”, o gesto de partir a luz, o pensamento de uma criança, cópias da noite, passeio nocturno, “era um dia verde”, o afecto do negro, sob o lenço da noite.
O indizível é feito de mim mesma, Gabi, agarrada ao silêncio que elas representam.


A paixão mortal de Paulo
Do poema nasce o poeta
Carona é uma coisa muito íntima
A invenção do amor
No domínio de Suã
Carnaval, ritual e arte
Grito em praça vazia
Beco da vida
Cinema, literatura e filosofia
Cara de cavalo
Era preciso um caminho 

