Tens que começar numa palavra. Numa palavra qualquer se conta. Mas, no ponto-voraz, surgem fugazes as imagens. Também lhes chamo figuras. Não ligues excessivamente ao sentido. A maior parte das vezes, é impostura da língua.
Vou, finalmente, soletrar-te as imagens deste texto, antes que meus olhos se fatiguem. O milionésimo sentido da voz, “tiro o lápis da mão”, o gesto de partir a luz, o pensamento de uma criança, cópias da noite, passeio nocturno, “era um dia verde”, o afecto do negro, sob o lenço da noite.
O indizível é feito de mim mesma, Gabi, agarrada ao silêncio que elas representam.


História de vocês
O tempo amansa / a gente
Interpretações literárias do Brasil moderno e contemporâneo
Dos artefatos e das margens
A duas mãos
História, memória, instituições
Vento, vigília
Pedaço de mim
O morse desse corpo
O fim do Brasil
Estrada do Excelsior
Nenhum nome onde morar
1922
A queda
Hakim, o geômetra e suas aventuras 

