Construída com ritmo impecável, numa prosa sucinta de frases curtas e diretas, Dançando sobre escombros narra em 88 breves capítulos uma relação entre pai e filho numa casa “que agora se sustentava sem um ventre” depois de um acidente fatal. A entrada em cena de Antônio traz inesperadas descobertas, tanto para o narrador quanto para o leitor, formando uma espécie de triângulo em tênue equilíbrio, em que algo parece sempre prestes a se romper. Com estilo seco e extremo domínio na condução da história – entre forma e conteúdo, entre o que é dito e o que é silenciado, entre memória e presente –, Geverson Rodrigues apresenta uma novela de vigor ímpar nesta sua obra de estreia, que a gente lê de um só fôlego.
Segundo o escritor André de Leones, “a estruturação em capítulos curtíssimos dá uma respiração entrecortada ao texto, como se ele a todo momento buscasse oxigênio e só conseguisse reter um pouco dele. As divisões entre os capítulos funcionam como fades bem sacados, sedimentando o que foi dito e preparando o que virá”.


Maratona de Nova York
Cidade sportiva (2)
Rita
História de vocês
Translinguismo e poéticas do contemporâneo
Estrada do Excelsior
O que faço é música
O menor amor do mundo
Pulvis
O vento gira em torno de si
Todo mundo é louco?
Chute
Pedaço de mim
Corvos contra a noite
Dois campos em (des)enlaces
Sexo, drogas e tralala
Discurso e…
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Arquitetura do sim 

