Escrito em forma de diário, expondo os sentimentos que estão por trás de cada ato, de cada gesto, tentando decifrá-los apenas para si (para o leitor, cúmplice, neste caso), está é um daqueles livros que a gente não consegue largar. Como se pudéssemos olhar pelo buraco da fechadura, voyeurs involuntários, ou como se tivéssemos roubado algumas secretas páginas alheias para decifrar melhor o que se passa na intimidade de uma (ou outra) mulher, somos levados (ou trazidos) pela ficção de Vera Lins, em última instância, ao nosso próprio encontro.


Nenhum nome onde morar
Cadernos de alguma poesia
Grito em praça vazia
A paixão mortal de Paulo
Danação
Corvos contra a noite
Murmúrios
Pulvis
O mar que restou nos olhos
Ciclopes e medusas
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Tartamudo
Caravana
O mais sutil é a queda 

