Esteio do meio é uma ode à passagem inexorável do tempo, da relevância, beleza e do sopro que a vida é… da importância da solidão e do amor, que parecem antagônicos mas se completam na única saída possível. Pablo Barros sabe traduzir como poucos essa matéria difusa que, tornada palavra, cativa e expande os sentidos na construção de uma poética que fala diretamente ao leitor, quase em tom de conversa. Se a literatura pode ser uma espécie de conversa que se estende no tempo, entre a escrita e a leitura, é na palavra impressa que o tempo se condensa, como neste livro.


Hakim, o geômetra e suas aventuras
Pedaço de mim
A memória é uma boneca russa
A herdeira [Washington Square]
Era preciso um caminho
De todas as únicas maneiras
Pulvis
O vento gira em torno de si
A casa do fim
O que faço é música
Estrada do Excelsior
Três faltas e você será foracluído [...]
O morse desse corpo
O mar que restou nos olhos
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel 

