A história deste livro começa pelo seu título instigante, onde (quando) uma vírgula muda tudo de lugar e amplia os sentidos de ir, embora – modulando o ponto de partida e abrindo novos caminhos para a leitura desde a primeira seção, também significativamente intitulada “voltar”. Pois é esta habilidade em criar novos sentidos que se destaca na escrita de Lívia Lemos Duarte, ao mesmo tempo em que ela constrói uma narrativa poética muito própria e nos conduz por tempos e lugares inesperados, entre a viagem e a memória. A montagem das quatro partes do livro, partindo da chegada, fluindo como o movimento dos rios ou das marés e fechando com as “Cartas a Nigela”, que se encerram com o verso que dá nome ao livro, remete e convida logo a uma releitura, pois esta é uma daquelas obras que nos traz novas descobertas a cada visita.
O corpo, a língua, a palavra, folhas, formigas, pássaros e árvores, paisagens exóticas, impressões, histórias e personagens que montam uma cartografia íntima e singular, multiplicada e dividida ao longo dos versos e das páginas, afinal “cada uma se veste com as lembranças que possui”.


Novarina em cena
Antologia poética
Pedaço de mim
Grito em praça vazia
Numa nada dada situação
Da capo al fine
Estrada do Excelsior
O fim do Brasil
O tempo amansa / a gente
Poemas para morder a parede
Nas frestas das fendas 

