Em O choro da aranha etc., Sérgio Medeiros lança um olhar atento para o que há de minimal à nossa volta, revelando, em versos claros e lúdicos, o que há de surpreendente nas pequenas coisas aparentemente óbvias e sem importância: aranhas que choram, flores, vegetais e minerais, sombras e resíduos figuram nestes páginas em que se dissolvem as fronteiras entre vida e poesia –fundindo cidade e selva, natureza e urbe, aldeia indígena e bairro. A liberdade no uso da linguagem marca estes poemas, num movimento vibrante e renovador da própria poesia.


Numa nada dada situação
Nenhum nome onde morar
O autista e seus objetos
Trabalhos políticos
Cena, dramaturgia e arquitetura
Eva Péron, Loretta Strong, A geladeira
Jubileu cívico
O Cid (1636-1637)
O assassinato da rosa
Espaço, corpo e tempo
A era do sono
Dois campos em (des)enlaces
A casa invisível 

