O Homem dos Patos é um romance singular que, na fronteira com a poesia e o teatro, mostra a força crítica de uma expressão calcada na ousadia e na insubmissão formal. Conciliando uma precisão quase geométrica na composição das páginas e uma liberdade radical na escrita, o livro está estruturado em três planos simultâneos que, trançados numa perspectiva lúdica, capturam o leitor pelo ritmo pujante. Extrapolando, porém, qualquer tentativa de delimitação temática, o romance é antes de tudo uma celebração da linguagem e da invenção sem amarras, uma caudalosa proliferação de vozes que – numa mescla rara de concisão e profundidade – perpassa tópicos como o apego e o desapego, a memória e o esquecimento, a atenção e a presença, a ação do tempo e a provisoriedade das identidades.


Fausto tropical
Estão matando os humoristas
Ave, Rosa!
No limite da palavra
Linhagens performáticas na literatura brasileira contemporânea
A desordem das inscrições
O mais sutil é a queda
Ensaios inspirados em ficção científica
Grito em praça vazia
A ordem interior do mundo
O assassinato da rosa
As amarras 

