Os contos de Daniel Hey revelam uma rara sensibilidade para as relações humanas, aqui expostas em variadas vertentes. A mais marcante é sem dúvida a das tensões familiares – muitas vezes colocando em contraponto o mundo das crianças e o dos adultos, com todas as impossibilidades de entendimento que muitas vezes se interpõem entre eles. Outra chave importante, presente no estranhamento do título e também numa das histórias mais emblemáticas, é aquela que nos abre o olhar para o mundo da arte: seja a do pintor que vê uma bela paisagem desconhecida de sua cidade, ou a do menino violinista sem dinheiro para comprar as cordas para seu instrumento. Com talento e competência, Daniel Hey desponta como uma das jovens promessas de nossa literatura.


Cadernos de alguma poesia
A outra história
Grito em praça vazia
Murmúrios
O tempo amansa / a gente
Sobrevoo
O que faço é música
Mozart em ritmo de samba
Shazam!
Dinossauro emancipado
Tentando entender monterroso 