Em seu novo livro, Vera Casa Nova elege suas afinidades eletivas para estabelecer um diálogo poético com diversos autores cujas obras reverberam a cada nova leitura. Paul Celan, Herberto Helder, Hölderlin, Mia Couto, Carlos Drummond de Andrade, Wislawa Szymborska, Marina Tsvetáieva, Sylvia Plath – cada seção do livro é uma espécie de conversa com um autor. “Cada uma com o sentido / ordenado pelo poeta — / por isso escrevo o que leio. / Leio porque escrevo.” Com esse jogo de espelhos, Vera amplia e aprofunda os canais de leitura e abre novos caminhos para a escrita: ao mesmo tempo de si e do outro, tornando universal justamente aquilo que é particular e íntimo – e vice-versa –, receita infalível de toda boa literatura.


A memória é uma boneca russa
Três faltas e você será foracluído [...]
Raízes partidas
Campo de pouso
Pedaço de mim
O tempo amansa / a gente
Vento, vigília
Delírios metapoéticos neodadaístas
Cadernos de alguma poesia
Era preciso um caminho
O menor amor do mundo
"Últimas conversas" visto por
A gaia ciência de James Joyce
A herdeira [Washington Square]
A estética funk carioca
Cárcere privado
A bordo do Clementina e depois
Não pisar descalça em tapete
Fausto tropical
Carnaval, ritual e arte
Como impressionar sem fazer esforço
Corvos contra a noite 

