Não são apenas contos mínimos, ou minicontos, ou mesmo microcontos – os textos que compõem este belíssimo Rua sem nome flertam também com o viés poético, a partir de uma absoluta concisão que, em vez de confinar, amplia o horizonte da palavra para muito além do que é dito. Como se essa extrema concisão, ao condensar o conteúdo de cada conto ao mínimo, criasse também um extrema densidade textual, na potência e na amplitude de temas e vozes que se desdobram e reverberam ao longo de cada página. Fica o convite para que o leitor venha recompor o fulgor por trás de cada miniatura de vida numa rua qualquer. Buscar nas frestas da imensidão esses traços, eis a primeira chave de leitura dos textos. Esta nova edição é acompanhada das Reflexões órfãs que, em tom experimental, repõem perguntas e respostas naquelas ruas em que nos acossam memória, perda e imaginação


Brasil em perspectiva
Eu, Jeremias
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Discurso e…
Poesia reunida
Estão matando os humoristas
Poesia pode ser que seja fazer outro mundo
O fim do Brasil
Balaio
O tempo amansa / a gente
Corpo em combate, cenas de uma vida
Poesia canadense contemporânea e multiculturalismo
Fausto tropical
De todas as únicas maneiras
A herdeira [Washington Square]
O mais sutil é a queda
Estrada do Excelsior
Pessoas em movimento
A gema do sol
Espiral: contos e vertigens 

