Não são apenas contos mínimos, ou minicontos, ou mesmo microcontos – os textos que compõem este belíssimo Rua sem nome flertam também com o viés poético, a partir de uma absoluta concisão que, em vez de confinar, amplia o horizonte da palavra para muito além do que é dito. Como se essa extrema concisão, ao condensar o conteúdo de cada conto ao mínimo, criasse também um extrema densidade textual, na potência e na amplitude de temas e vozes que se desdobram e reverberam ao longo de cada página. Fica o convite para que o leitor venha recompor o fulgor por trás de cada miniatura de vida numa rua qualquer. Buscar nas frestas da imensidão esses traços, eis a primeira chave de leitura dos textos. Esta nova edição é acompanhada das Reflexões órfãs que, em tom experimental, repõem perguntas e respostas naquelas ruas em que nos acossam memória, perda e imaginação


Maratona de Nova York
Cidade sportiva (2)
A bordo do Clementina e depois
As mãos [livros de guerra, 1]
Histórias que meus filhos não me contaram
Estrada do Excelsior
Ficção e travessias
Lila e a luz de Vermeer
Se oriente
Supertrampo
O mar que restou nos olhos
Travessias da literatura na escola
Murmúrios
Vento, vigília
A gaia ciência de James Joyce
Corpo em combate, cenas de uma vida
Pulvis
O assassinato da rosa
O tempo amansa / a gente
Diálogos possíveis
Antologia poética
De todas as únicas maneiras
O médico e o barqueiro e outros contos 

