Não são apenas contos mínimos, ou minicontos, ou mesmo microcontos – os textos que compõem este belíssimo Rua sem nome flertam também com o viés poético, a partir de uma absoluta concisão que, em vez de confinar, amplia o horizonte da palavra para muito além do que é dito. Como se essa extrema concisão, ao condensar o conteúdo de cada conto ao mínimo, criasse também um extrema densidade textual, na potência e na amplitude de temas e vozes que se desdobram e reverberam ao longo de cada página. Fica o convite para que o leitor venha recompor o fulgor por trás de cada miniatura de vida numa rua qualquer. Buscar nas frestas da imensidão esses traços, eis a primeira chave de leitura dos textos. Esta nova edição é acompanhada das Reflexões órfãs que, em tom experimental, repõem perguntas e respostas naquelas ruas em que nos acossam memória, perda e imaginação


Maratona de Nova York
Cidade sportiva (2)
Rita
História de vocês
Translinguismo e poéticas do contemporâneo
Estrada do Excelsior
O que faço é música
O menor amor do mundo
Pulvis
O vento gira em torno de si
Todo mundo é louco?
Chute
Pedaço de mim
Corvos contra a noite
Dois campos em (des)enlaces
Sexo, drogas e tralala
Discurso e…
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Olha, os agapantos estão voltando!
A herdeira [Washington Square]
A memória é uma boneca russa
Mulheres de moto pelo mundo 

